quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Não me deixe...

Sempre tive um coração muito duro e muito livre de emoções... Não é qualquer coisa que me emociona e, muito menos, arranca sentimentos de mim.

Essa menina, mudou minha vida de um jeito inenarrável... Pegou um pedaço de pedra feio, sem brilho, e todo cheio de cascalho, poliu, e transformou em um diamante... mas, como em toda história de amor... a partida dói mais do que qualquer coisa.

Um clipe para todos que passam por aqui...


domingo, 9 de outubro de 2011

Comentários...

Amigos...


Peço que deixem seus comentários... e, se a conhecerem, por gentileza, manifestem-se também... isso vai me ajudar a localiza-la.


Obrigado a todos...

sábado, 8 de outubro de 2011

Fotos que recebi após o acidente...



Peço, se você a conhece, deixe seu comentário...

Se conhece alguem da familia, avise-os que estou procurando e que também comentem aqui...


O começo da história...

Em Agosto de 2010, conheci, virtualmente, uma das mulheres mais deslumbrantes da minha vida...


Deslumbrante no sentido que encaixava-se perfeitamente em todos os espaços que existiam na minha vida.


De início, nosso contato era apenas cumprimentos, perguntas banais, tais como "como foi seu dia?", "como foi na faculdade?", exatamente dessa forma. Os dias foram passando e o tempo que conversávamos, foram aumentando, lenta e gradativamente...


Descobrimos uma infinidade de semelhanças entre os dois, gostos, características fisicas que agradavam a um e outro, enfím, conforme o tempo foi passando, descobrimos que parecíamos ter sido feitos um para o outro. Algumas vezes, até nos problemas e peripécias da vida, tinhamos tido as mesmas experiências de vida, somente em épocas diferentes.


Em dezembro de 2010, na véspera do Natal, eu que nunca gostei desta data, tive o melhor natal da minha vida, porque combinamos que deveríamos nos encontrar porque acabávamos de descobrir que tinhamos sido postos neste mundo um para o outro.


Combinamos também, que não haveria pressa,  e que cada coisa, deveria ser feita a seu tempo, tendo em vista que eu era profissional autônomo no Rio de Janeiro, com diversos projetos em andamento mas, com uma vontade incrível de voltar para minha terra mãe (SC) e ela, estudante de Educação Física na UFSC, criada na ilha e com a família toda do lado dela.


O mês de janeiro de 2011 passou tão rápido, cheio de vida e alegrias que nem nos demos por conta, quando vimos, estavamos mais pro fim de fevereiro e já não víamos a hora de estarmos juntos. Alguns problemas que ocorreram na vida dela estavam se resolvendo e estava tudo ficando em ordem. 


Então, veio dia 21 de fevereiro... 


E ela sumiu, por exatos 22 dias... fiquei desesperado, procurei, corri atrás, e nada de conseguir contacta-la.


De repente ela reapareceu e havia um porque, de seu sumiço.


Sofrera um acidente, voltando da praia, com alguns amigos, um deles havia falecido e ela, havia sofrido lesão na coluna, o que a deixara paraplégica, ou seja, sem movimento da cintura pra baixo e, completamente sem reflexos.


Isto pra mim, não é defeito, o que sentia, não era pelo corpo, em algum ponto, dentro de mim, eu percebia que o que eu sentia estava no coração, eu amava o jeito dela, eu amava o que ela era pra mim, até este instante, eu ainda não havia visto foto alguma dela, nem sabia como ela era nem nada, uma prova de que o que eu sentia não era físico.


Sempre fui muito positivo, em tudo, e um problema dessa ordem, não me desmotiva, em hipótese alguma.


O maior problema que observei é que ela voltou com raiva de tudo e de todos... compreensível, eu já havia estado na mesma situação e sabia como a pessoa se sentia em relação a injustiça da vida, a questão é que no meu caso, eu procurei... no dela, foi uma fatalidade.


Até então, residente em Florianópolis, ela decidiu mudar-se, com a mãe, para Porto Alegre, onde estaria mais próxima dos parentes da mãe, que a auxiliariam de forma mais efetiva. Meio que concordei, Porto Alegre é um destino que já estava nos meus planos.


O tempo foi passando e então ela começou me aceitar novamente.. estava feliz da vida, porque sabia que podia ser o melhor homem da vida dela. E não tenho dúvidas disso.


Alguns meses depois, uma noticia nos deixou bastante empolgados, ela acabara de sentir pequenos reflexos na musculatura das pernas e isso alegrou bastante seu dia a dia... Seu médico pediu uma série de exames, imagens e etc, para saber como estava a lesão da coluna e etc., aí sim veio um problema que ninguem esperava. Descobriram um coágulo no crânio e, não tinham idéia da dimensão do mesmo... eu já havia observado que, até o acidente, ela nunca reclamava de dor de cabeça, mas, após o acidente... dia sim, dia não, ela falava que tava sentindo uma dorzinha de cabeça... e essa dorzinha foi aumentando, gradativamente...


No dia 02 de Agosto de 2011, ela demorou muito para aparecer, e só apareceu por volta de 22:30 h, sendo que o normal, era aparecer por volta das 19:30 h., falando que não estava aguentando de dor de cabeça e que não tava conseguindo nem pensar direito. Achei aquilo bastante estranho, mas como uma das minhas sequelas, pós acidente também é essa, não encontrei problema em aceitar, no outro dia, 03 de agosto, ela apareceu mais tarde ainda e falou que tinha passado o dia todo no hospital, tendo sido medicada direto na veia e ficado em observação, trocamos algumas informações digitadas e ela pediu pra conectar o skype com voz... 


- Fala pra mim, bem baixinho que me ama????


Axo que repeti umas 20 vezes... e senti o medo na voz dela, quando ela disse: 


- Amanhã, tenho médico marcado para as 9:00 AM, e acho que eles vão operar, porque já pediu internação hoje... 


Pedi a ela que tivesse tranquilidade e ficasse calma... tudo ia dar certo... e em breve ela estaria de volta a vida... Feliz e radiante, como sempre fora....


Foi nosso último contato... no dia 03 de Agosto de 2011... 


Música favorita dela.